Pedras plantadas…
CROMELEQUE DOS ALMENDRES
Quem, como eu, gosta de viajar pelo Alentejo e evita os IC’s e as AE’s rápidas, encontra com bastante frequência placas indicativas de monumentos megalíticos ou então avista-os mesmo das estradas secundárias e dos caminhos que ladeiam e atravessam as herdades, constantemente cruzados sem grande pressa por coelhos e ágeis perdizes.
Perto da cidade de Évora, 12 kms a poente, encontramos o Cromeleque dos Almendres que constitui o maior concentrado ordenado de menires (monólitos) da Península Ibérica e um dos maiores da Europa. Foi identificado apenas em 1964 pelo arqueólogo Henrique Leonor Pina aquando da realização de trabalhos para a Carta Geológica de Portugal.
Ainda hoje encontramos 95 menires de granito, alguns com gravuras em baixo relevo, “plantados” numa encosta suave e de terras arenosas, rodeados por convidativas sombras de sobreiros para quem faz a visita nas épocas mais estivais.
Não a muitos metros daqui poderá também visitar o Menir dos Almendres que se destaca dos restantes pela sua forma fálica e grandiosidade. Encontra-se devidamente assinalado mas terá que deixar o carro e percorrer a pé um pequeno trilho por entre vedações de arame…
Se na hora da partida o sol ainda estiver alto aproveite e vá ainda a um dos lugares com uma magia muito especial e relativamente perto, talvez a uns 10 kms: a Gruta do Escoural, uma necrópole neolítica com ocupação humana que remonta ao paleolítico superior e que constitui um importantíssimo núcleo de arte rupestre.
Rui Nunes

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